“Por que eu não posso ir com você?”, Selene choramingou, vestindo uma camisa antiga de Altador que ficava grande demais nela por baixo de uma jardineira feita com panos velhos e magia. “Fui eu quem deu a ideia de levar o busto lá!”
Estava pronta para sair, o cabelo preto com mechas azuladas ainda molhado preso em duas marias-chiquinhas na altura dos ombros.
“Porque é perigoso, minha querida.”, Altador, também já de banho tomado e usando roupas simples, mas limpas, respondeu com carinho. “Como eu já tinha dito antes, é melhor você ficar aqui por mais um tempo… Sem sair daqui por mais um tempo. As pessoas ainda não esqueceram do Acidente.”
“Mas nós só vamos descer a colina!”, ela apontou para a porta com os braços, indignada. “E você não tem nem vizinhos para ver a gente descendo a colina!”
“Eu não…”, Altador hesitou. “Eu não quero arriscar.”
A fada apertou os olhos para ele.
“O que você não está me contando?”, ela cruzou os braços. “Espero que não tenha esquecido do que eu falei sobre você conhecer as piores magias do meu grimório…”
“Ah, mas eu me recordo perfeitamente.”, ele disse, envolvendo o busto em um dos braços e a cesta vazia que Jerdana e Fauna enchiam todas as manhãs com uma das mãos. “Mas eu não estava mentindo quando disse que gostava da sua companhia, então você não tem motivos para me amaldiçoar. Eu volto no início da tarde!”
O homem pôs a mão na maçaneta da porta da frente, mas sentiu uma mão macia segurá-lo pelo pulso cuja mão segurava a cesta.
“Espera!”
O gesto inesperado o fez congelar no lugar com calafrios subindo pelo braço cujo contato com a mão da fada foi feito.
“Me… desculpa por duvidar de você”, Selene sorriu docemente, soltando o pulso de Altador devagar. “Te vejo à tarde então.”
“Não tem problema, querida amiga”, ele sorriu de volta para ela. “Ainda tem vinho com canela e um pouco de pão de ontem, se sentir fome.”
“Não, não, eu vou voltar a dormir”, Selene se espreguiçou. “Não estou acostumada a acordar às sete da madrugada, ainda mais dois dias seguidos.”
“Bom, sendo assim, bom sonhos, Dorminhoca”, ele riu e fechou a porta atrás de si, encaminhando-se para a estrada que descia aos muros, pegando o maior caminho para a fazenda das amigas.
Altador nunca descia a colina, apesar da casa das amigas conselheiras ser logo ao pé dela. Não, ele se encaminhava para o penhasco, onde uma longa corda amarrada firmemente a uma pedra o esperava.
Todos os dias, Altador descia pela corda até a base dos muros externo e subia a colina. Era um caminho longo e cansativo, mas era o melhor jeito de esconder a localização de sua casa e, consequentemente, de Selene.
Ele tirou uma segunda corda de dentro da cesta e a usou para amarrar o busto às suas costas. Então, começou a descida do dia, as mãos calejadas já acostumadas à aspereza da corda.
Uma vez em solo firme, atravessou o pequeno trecho de mata fechada (um dos poucos ao redor de Altador) até os muros externos. Notou com uma certa ansiedade que o caminho que trilhava para chegar a eles estava começando a formar uma pequena trilha. Preferindo o caminho mais seguro ao conhecido, tomou um rumo mais à direita, usando sua intuição como guia para sair do matagal.
A caminhada fora bem mais longa e o peso do busto a tornou penosa, mas ele eventualmente chegou à multidão de fazendeiros nativos e forasteiros, unidos em um enorme assentamento do lado de fora da cidade.
Eles se cumprimentavam com bom dias e pequenas interações, suas crianças já correndo pela estrada de terra que levava aos muros internos. Ali, cultivavam suas frutas, grãos e hortaliças para o sustento próprio e abastecimento da cidade. Aquelas eram as últimas terras produtivas sob o domínio de Altador. Não eram muitas, mas era o que tinham.
O Rei passou pela cacofonia de vozes pacífica e silenciosamente, como de costume. Ninguém o reconheceu, muito por não imaginarem que o Rei de Altador, o próprio Altador, estaria passando pelo assentamento de fazendeiros com vestes de plebeu carregando um busto dele mesmo nas costas e uma cesta vazia na mão, mas também por que nenhum deles sequer havia visto o Rei de perto para reconhecê-lo fora da armadura.
Ele atravessou a multidão, se afastando novamente da cidade e observando o assentamento diminuir conforme a subida ficava mais íngreme enquanto seguia efetivamente em direção à fazenda de Jerdana e Fauna, a qual se localizava protetoramente acima da cidade, abaixo apenas da destruída Tumba Inquieta e de sua própria casa.
Cansado e com dor na lombar, Altador desamarrou o busto na metade do caminho, carregando-o até a porta da frente do chalé de madeira. Com a mão livre, deu três batidinhas e imediatamente ouviu o latir de vários cachorros ao longe.
A porta rangeu e abriu, uma Jerdana de cabelos trançados vestindo um avental decorado de bichinhos aparecendo para recebê-lo.
“Altador! Você demorou hoje”, a feiticeira bateu os olhos no busto e logo entendeu o porquê da demora. “Oh, por Fyora, entre logo, deixe isso na mesa!”
Obedecendo-a, o homem limpou os pés e adentrou na casa iluminada pela luz do final da manhã (ainda era manhã, graças a Fyora), sendo observado por vários pares de olhos felinos verdes e amarelos vindos debaixo dos móveis de madeira da sala aconchegante. Ele colocou o busto na mesa, como a amiga mandara, e viu um vulto de um gato malhado correndo para a cozinha assim que a pedra encontrou o móvel.
“Queria que seus gatos não me odiassem tanto”, ele suspirou. “Onde está Fauna?”
“Aqui fora!”, sua outra amiga gritou da varanda na qual cultivavam frutas mais sensíveis ao sol. “Acabei de colher mirtilos e uvas, traz a cesta aqui pra você levar um pouco! Como está Selene? Tem notícias dela?”
“Sim, ela está bem e descansando, não se preocupe”, Altador entregou a cesta à esposa de Jerdana, que não pareceu muito confiante com a resposta, e sentou-se em uma das poltronas de visita, como sempre fazia.
“Deixa eu ver, mais um presente novo que você não tem mais espaço em casa para enfurnar?”, Jerdana entregou um copo d’água ao homem e foi observar o busto mais de perto.
“Na verdade este é um presente antigo que estava enfurnado na minha casa, mas que eu não suporto mais tê-lo lá”, Altador engoliu a água e coçou o pulso. “Pode dar um jeito pra mim?”
“Eu… posso…”, Jerdana coçou a cabeça. “Eu poderia levá-lo ao Coliseu! Ficaria maravilhoso no hall de entrada, ainda mais em época de Copa de Yooyuball!”
“Ah… Não me deixaria com um ar um tanto desumilde?”, Altador coçou o pulso com mais afinco. “Talvez você possa levar para um canto esquecido da Biblioteca dos Feiticeiros e deixá-lo lá pegando poeira?”
“Esta não é uma peça de arte que merece ficar esquecida em um canto”, a feiticeira tocou o relevo da escultura. “A pedra está tão bem trabalhada… E seu rosto está bem fiel. Sabem quem esculpiu?”
“Leonardo… de Brightvale, eu acho. Faz… muito tempo”, a coceira estava insuportável. “Jerdana, vocês estão tendo problemas com pernilongos de novo?”
“Não, as citronelas que Fauna plantou espantou todos eles.”, a feiticeira se virou para o Altador, que arrastava o pulso no braço da poltrona. “Mas eu vou pegar álcool pra ver se alivia essa coceira!”
“Aqui está, estão bem madurinhos!” Fauna chegou com a cesta já cheia pela metade enquanto Jerdana ia até a cozinha.“ Melhor comer… logo…”, ela colocou a cesta no chão e tirou suas luvas de jardinagem ao ver pelo que o amigo estava passando.
Então da pele avermelhada do homem surgiu uma fumaça púrpura que consumiu a sala em segundos, roubando a luz de todo ambiente. Os conselheiros tossiram, engolfados pela fumaça escura.
“E este é o feitiço horrível número UM do meu grimório!”, a fada das trevas saiu do meio da fumaça, dispersando-a com um comando de mãos, espantando a escuridão e deixando apenas um resquício de canela no ar. “Purirido localizador. Espero que entendam, meninas, ele não me deixou vir ver vocês!”
Altador ficou sem palavras.
“Selene?” Jerdana disse, deixando a garrafa de álcool de lado. “Você está…”
“Selene!”, Fauna gritou e começou a circular em volta da fada. “Como você está?! Está ferida? Como estão suas asas? Tem algo que eu possa fazer por você? Eu e Dana ficamos tão preocupadas quando soubemos que você estava envolvida na explosão da Tumba Inquieta e-”
“Calma, calma, eu estou bem agora!”, Selene interrompeu, segurando a moça pelos ombros. “Altador me tirou dos escombros e me levou pra casa dele aqui em cima.”
Ao ouvir as palavras da fada, o homem despertou de seu choque e começou a balançar a cabeça para ela, colocando o indicador sobre os lábios, pedindo-a para fazer silêncio.
“Aqui em cima?” Jerdana repetiu, deixando o homem tenso.
“É! Aqui acima da colina, perto do penhasco”, ela deu de ombros. Altador sentiu a cabeça ficar leve e os ombros pesados, as descidas de penhasco e longas caminhadas pesando em seu corpo. “É onde a gente mora. Eu só não sei porque ele dá uma volta tão grande pra chegar aqui.”
“Vocês estão morando juntos?!” as esposas disseram em uníssono e Altador achou impressionante como o foco nesse pedaço de informação foi maior do que na localização da morada em si, mas que, por bem ou por mal, o permitiu relaxar um pouco.
“Sim?”, Selene apertou o elástico de uma das chiquinhas. “Ele vem aqui todos os dias e nunca contou pra vocês?”
“Espera, então ele te tirou dos escombros, te acolheu em casa, se afastou do Conselho e só… passa tempo com você em casa?”, Fauna pediu clarificações. “Ele fala como se estivesse em uma missão secreta para te proteger do caos que se instaurou na cidade.”
“Caos na cidade?!”, os olhos de Selene se arregalaram e fuzilaram Altador. “Então é por isso que você não quer que eu saia!”
“Você não contou pra ela?” Jerdana arfou.
“E não deixa ela sair de casa?!”, Fauna botou uma das mãos no peito.
Todos os olhares se voltaram para Altador, que petrificou na cadeira ao se tornar o foco das mulheres, a pele do pulso totalmente esfolada e olhando para o grupo, suor frio começando a escorrer pelo lado de sua testa.
“Eu …”, ele tossiu. “Não achei que a situação sairia do controle do jeito que está saindo. Não queria preocupá-la.”
“Já saiu, Altador. Há muito tempo já saiu.”, a feiticeira estava em fúria, assim como Selene.
“O que. Está. Acontecendo?!”, a fada cuspia as palavras entre seus dentes cerrados.
Jerdana respirou fundo antes de começar:
“Depois do Acidente, surgiu uma conspiração gigantesca de que o que aconteceu foi a primeira etapa de um plano maligno seu para retomar e destruir a cidade. Isso gerou uma onda de pânico generalizada. Membros do clube de astronomia passam horas analisando a nova cratera em Kreludor tentando ver mensagens ocultas e já pegamos centenas de charlatões vendendo ‘pedras amaldiçoadas da Tumba Inquieta’, que nem mesmo são da Tumba Inquieta!” ela se recompôs. “A imprensa está se aproveitando de todo esse caos para aumentar seus lucros, alimentando a conspiração e fazendo crescer uma revolta popular, que está sendo mobilizada pelos Salvadores. Quando tentamos impedir a circulação dessas notícias falsas, fomos acusados de censura e a revolta ficou ainda mais intensa.”
“Salvadores”, Jerdana continuou. “É um grupo político formado pelos descendentes dos Anexadores. Mas seu objetivo continua sendo o mesmo..”
“Ah, eu me lembro deles”, ela lançou um olhar furioso a Altador, que sentiu o sangue gelar a princípio, mas depois aceitou a crítica silenciosa, resignado.
Desde a fundação da cidade, parte da nobreza de outros reinos se organizou para tentar dividir e incorporar Altador aos seus territórios (e, consequentemente, domínio). Ele e seus 11 conselheiros precisaram de muito esforço diplomático para evitar a tomada da cidade (especialmente por Qasala, cujas terras férteis de Altador muito a interessavam) e o resultado foi uma série de alianças comerciais e militares que enfim desembocou no reconhecimento de Altador como nação independente.
Selene desaprovava a maior parte das alianças. Dizia que com a liderança de Torakor e força bélica mágica, poderíamos reverter a situação e não só firmar a nação à força, mas também anexar os outros reinos a Altador. Mas o Rei preferiu não arriscar a vida de nenhum cidadão e decidiu seguir pelo caminho diplomático, fazendo algumas concessões que não eram tão positivas para a população, sim, mas nada que deixasse alguém sem casa e com fome novamente. Era um pequeno sacrifício necessário para a segurança da nação como um todo.
No entanto, a ameaça de conflito nunca se foi realmente, sendo usada sempre para arrancar acordos cada vez mais desfavoráveis para a cidade. Limitações militares, impostos de exportação, ataques políticos ao Rei e ao Conselho (especialmente após a Grande Traição)... E sem que Rei Altador percebesse, seu reino justo e feito para servir as pessoas se tornou apenas um peão da mesma nobreza que o explorou junto de toda sua família. A mesma nobreza da qual ele tanto quis fugir.
“Eu sabia que eles sempre voltariam querendo mais”, Selene cruzou os braços, olhando para o chão. “Eles sempre fazem isso. Mas…”, seus olhos reencontraram os do homem com mais gentileza. “Eu também acreditei que poderia ser diferente conosco.”
“Nosso governo está fragilizado há algum tempo”, Jerdana admitiu. “E parece que sua volta foi vista por eles como a oportunidade perfeita de prosseguir com um golpe e assumir o governo. Altador recebeu uma forte acusação de estar sob um feitiço seu e decidiu se afastar do Conselho, me deixando na liderança, o que conseguiu atrasá-los pela mesma acusação não funcionar comigo, já que sou uma feiticeira poderosa. Mas por mais que eu tenha uma imagem positiva com a população, o apoio aos Salvadores continua crescendo e é só uma questão de tempo até que consigam uma desculpa para se livrar de mim também.”
O olhar de Selene movia-se sutilmente em várias direções enquanto passava uma das mechas de seu cabelo entre os lábios, como fazia nas reuniões do Conselho de mais de um milênio atrás. Altador reconheceu aqueles maneirismos: ela estava calculando os melhores movimentos a serem feitos nessa situação.
“O que a população precisa que não estamos dando?”, a fada se dirigiu a Jerdana e Fauna.
“Comida e terra”, Altador, que até então estava quieto, resolveu se pronunciar. “Os maiores problemas são comida e terra. A grande maioria das nossas terras produtivas são propriedade privada de fazendeiros aliados de Qasala que comercializam 70% da nossa colheita com eles.”
“Além de não usarem toda a terra para a produção”, Fauna acrescentou, desconfortável com o assunto. ”A maior parte da terra deles só serve pra especulação rural.”
“Mas isso é ilegal, até onde eu conheço nossa constituição.”, Selene deu de ombros. “Nós temos o dever de tomar essas terras improdutivas e redistribuí-las.”
“É melhor nos acomodarmos melhor para conversar sobre isso” Jerdana disse, puxando uma cadeira da mesa da copa da cozinha. “Mas sim, você está certa, Selene. A questão é que os proprietários dessas terras são protegidos pelos reinos com quem comercializam. Desapropriar aquelas terras significa uma afronta ao governo de Qasala.”
A fada sentou-se à mesa com a expressão de pura indignação.
“Altador”, ela apoiou os cotovelos na madeira, claramente tentando se controlar. “Quando você planejava me contar que entregou as terras da cidade de mão beijada para os outros reinos? Qasala acima de tudo?!”
O silêncio recaiu sobre o recinto, apenas os sons de arrastar das cadeiras de Altador e Fauna preenchendo o ambiente.
“Há alguns anos”, o homem sentou-se entre Jerdana e Selene. “Temos sofrido com queimadas criminosas das quais nunca conseguimos traçar a origem”, ele apertou os olhos. “Tudo o que sabemos é que é fogo mágico. Jerdana e Florin trabalharam por meses em várias frentes para tentar impedir o fogo de destruir as plantações, mas não foram bem sucedidos. Chegamos a um ponto de não conseguirmos produzir comida o suficiente para nós mesmos. Qasala ofereceu os serviços de Nuria para proteger as plantações dos incêndios em troca de um contrato de comércio exclusivo a um preço baixíssimo e sem taxas de exportação. Nosso povo estava passando fome, nós não tínhamos escolha. O melhor que tiramos disso foi a obrigatoriedade de 90% da colheita ser destinada à nossa cidade.”
“E Qasala foi nos pressionando para fazer o preço e a porcentagem caírem mais e mais”, Fauna pôs as mãos na cintura e sacudiu a cabeça. “Foi um golpe muito sujo.”
“Ah, então usar magia para proteger as plantações é aceitável, mas para construir a cidade, não?”, Selene afundou na cadeira com os braços cruzados.
“Como eu disse, nós não tínhamos escolha”, o homem repetiu. “De qualquer forma, depois do nosso acordo, nunca mais tivemos problemas com queimadas, embora elas continuem acontecendo de tempos em tempos.”
“E se os fazendeiros altadorianos ocupassem as terras improdutivas para produzir comida para a gente?”, a fada sugeriu, expulsando a mecha de sua boca. “Podemos pressioná-los a devolvê-las pelo exercício de posse diretamente.”
“Jazan pensou nisso antes de você”, a feiticeira bufou. “O feitiço de Nuria precisa de manutenção, e apenas os fazendeiros que Jazan apontou podem fazê-la.”
“Filho da puta”, a fada xingou, mas seu rosto se iluminou logo depois. “E se eu protegesse as terras do fogo? Pode ser um tipo de fogo das trevas, por isso você e Florin podem não conseguido detê-lo”, ela se ajeitou na cadeira. ”Você sabe como magia das trevas é complicada de contra-atacar.”
Os semblantes dos demais Conselheiros se iluminaram junto com o da retornante.
“Eu pensei nessa possibilidade, mas mesmo os contrafeitiços trevosos não funcionaram”, a feiticeira disse. “Mas magia das trevas não é minha especialidade com é a sua e naquela época não podíamos contar com você.”
“Mas agora podemos”, Altador sorriu para ela, esticando uma das mãos para ela pelo lado da mesa. A retornante a segurou e a apertou, sorrindo de volta. “Jerdana e Fauna estão de acordo com a proposta?”
As esposas assentiram, sorrindo esperançosas.
“Vou escrever o que discutimos e pedir a aprovação dos demais Conselheiros.”, Jerdana falou enquanto se levantava e sumia casa adentro, voltando com uma pena e um pedaço de papel dourados. “Quando eles aprovarem, podemos entrar em contato com o sindicato dos fazendeiros.”
Vitoriosa, Selene também levantou-se para fazer uma reverência jocosa. “Muito obrigada!”
Assim a feiticeira terminou de escrever, o papel sumiu em uma fumaça também dourada. “Não deve demorar para que eles respondam. Vocês querem comer alguma coisa enquanto isso?”
Monday, March 17, 2025
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